O poder das redes sociais (na Ciência)

Todo mundo sabe (na verdade só algumas pessoas sabem) dos problemas e perigos das redes sociais, e por isso tem gente que se recusa a fazer parte delas. O que o futuro da humanidade nos reserva é a presença massiva da análise de dados em todos os segmentos da nossa vida. Seres humanos são dados! Uma rede social grátis como o Facebook logicamente tem que ter alguma forma de fazer dinheiro, e eles fazem isso vendendo dados. Basicamente, eles vendem você para anunciantes.

Porém as redes sociais tem sim alguma utilidade, até cientificamente falando. O twitter é um grande exemplo de rede onde é possível fazer contatos e receber informações relevantes. Isso tudo depende, claro, de como você usa o serviço.

A minha conta do twitter, por exemplo, é usada apenas para fins profissionais, independente de quão tolo isso possa parecer para alguns (por isso tenho poucos seguidores!). Eu só posto coisas relacionadas ao meu trabalho, e tento só seguir pessoas que fazem o mesmo ou então empresas, revistas científicas, etc. Por lá, eu já conversei com a revista Nature sobre qual seria o melhor presidente para o Brasil no que se refere ao apoio a ciência, já conversei com Stevens Rehen sobre o último prêmio Nobel, com pesquisadores do mesmo campo que eu sobre assuntos que nos interessam e já conectei com pessoas que nem conheço, mas que atendiam a mesma conferência que eu, graças ao uso da tal hashtag.

De fato, grandes cientistas do Brasil e do mundo estão presentes no twitter. Entre eles, os dois cabeças do projeto genoma, Francis Collins e Craig Venter, além da nata da ciência brasileira, como Miguel Nicolelis, Stevens Rehen, Mayana Zatz e Lygia da Veiga Pereira. Nicolelis usa sua conta para falar em grande parte sobre futebol (leia-se sobre o Palmeiras), e também sobre neurociência. E nesse momento em que escrevo, a Mayana tá fazendo campanha pela liberação dos materiais de pesquisa do processo de importação, o Stevens está comentando sobre sua recente entrevista no Programa do Jô, e a Lygia foi a Paraíba dar aula de células-tronco!

Mas sobre o que as pessoas interessadas em genética tuítam? Meu amigo Gaston Sanchez, do Center for Theoretical Evolutionary Genomics – University of California Berkeley, fez uma interessante análise em R e classificou os resultados em 8 grupos (figura abaixo). Em vermelho, temos tópicos como bigdata e machine learning, em laranja tuítes associados a palavra “molecular” e, em amarelo, associados a “câncer de mama”.

E você, tem conta no twitter e acha relevante para o seu trabalho? Usa outra rede social para esse fim?

Fonte da figura e código de R: http://cteg.berkeley.edu/~nielsen/2012/twittering-about-genetics-and-genomics/

3 respostas em “O poder das redes sociais (na Ciência)

  1. Tem muitos estudos interessantes também sobre o fluxo de informação e interações sociais em redes. O livro “Tudo é óbvio”, de Ducan Watts, traz alguns exemplos.

    • Muito interessante, Vitor!
      Tento fazer isso pelo facebook, mas acho que pelo twiter fica mais fácil.
      Talvez seja hora de fazer uma conta…

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