Uma história do NGHM e da Genética no Espírito Santo por Dr. Iúri Louro

A história do NGHM se mistura com a história da genética no Espírito Santo. Quanto eu fiz medicina na UFES, uma sala grande (que virou 3 escritórios de hoje!) com 3 mesas dos professores Eliete, Déia e Carlos Rogério, abrigava todos os professores de genética da UFES. Era um tempo muito diferente, sem internet e sem globalização. Dentro da sala tinha um livro gigante chamado Mendelian Inheritance in Man, que sempre foi a Bíblia dos geneticistas clínicos e era consultado a cada novo paciente que passava por lá e deixava muitas dúvidas. Hoje o site OMIM (Online Mendelian Inheritance in Man) fornece gratuitamente todas as informações que um geneticista clínico e molecular pode querer!

A minha história dentro da genética do ES começou ainda antes deste período, quando nas aulas do Salesiano (na época era uma das melhores escolas de Vitória!) tive aulas de genética com uma jovem e linda loira, a Xuxu! Na época muitos alunos gostavam de genética, mas é possível que o interesse fosse mesmo na professora! Acabei não encontrando nada mais interessante do que genética e aqui estou eu…

Ao voltar para UFES como professor, não mais encontrei Eliete, Déia e Carlos Rogério, somente a Xuxu! Na tentativa de mudar o foco da genética para molecular, solicitei a mudança do SAG (Serviço de Aconselhamento Genético) para NGHM. O que tínhamos lá ao começar? Uma máquina de PCR, algumas pipetas descalibradas, 1 tubo de Taq vencido há 10 anos e alguns alunos super interessados em genética. Que genética? Não sei…

Dois destes alunos, o Francisco e a Greiciane, já são professores da UFES! É uma grande satisfação ver estas mudanças, creio que a maior e mais verdadeira de todas. Hoje temos mais equipamentos, mais pipetas (calibradas!), mais enzimas (não vencidas) e muito mais alunos! Temos mestrado e doutorado. Portanto um capixaba não precisa mais sair do País para aprender genética, não precisa nem sair do Estado.

Se ainda nos falta muito, já chegamos mais longe do que eu próprio imaginava. O Vitor está em Berkeley a convite e agora virou bioinformata! Quem sabe quantos seguidores terá? Se a infra estrutura é deficiente, a boa vontade dos alunos tem sido mais do que abundante. Me parece que está provado que com pouco dinheiro e muita vontade, boas coisas acontecem…

O futuro do NGHM? Olha, eu acho que você está mais apto a falar dele do que eu…
que soprem os bons ventos!

Essa história foi enviada por Dr. Iúri Drumond Louro, um dos coordenadores do NGHM.

2 respostas em “Uma história do NGHM e da Genética no Espírito Santo por Dr. Iúri Louro

  1. Faço das palavras da Mari, as minhas!!! Acho muito válido conhecermos o passado do NGHM e da genética no ES para entendermos e darmos valor aos acontecimentos do presente! Emocionante orientador!

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